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Synthetica – I

A cada dia que passa há mais homogeneidade no mundo. Uma repetição automática de personalidades, uma reprodução cega do outro. É possível observar essa monotonia em tudo que fazemos: nas roupas usadas, nos livros lidos, nas decorações aplicadas, nas fotografias tiradas, nos filmes assistidos, nas músicas escutadas e nos alimentos experimentados. Somos diferentes, extremamente diferentes, mas a manifestação prática do que somos se perde nos padrões existentes.

Um exemplo banal dessa sintetização pode ser vista nos blogs. Identicamente estruturados, abordam os mesmos assuntos, tiram as mesmas fotos e as editam da mesma forma, decoram a casa do mesmo jeito e desejam os mesmos objetos. Na real life isso também acontece o tempo todo, até os sonhos são iguais, os objetivos finais, a busca pelo sucesso financeiro, um trabalho legal, um casamento perfeito. Será que todo mundo quer mesmo a mesma coisa? Não há pontos fora da curva, pessoas que não almejam um trabalho fodão, nem vários dígitos na conta bancária, nem casamentos impecáveis, nem viajar o mundo todo dando check-ins em cada esquina?

Sei que esse texto parece mais do mesmo, assunto batido, nada novo, mas você começa a perceber a importância de ser você quando te obrigam a mudar, quando os detalhes que formam aquilo que você é, passam a ser tolhidos e indesejados. E você cai na malha fina da padronização e faz o que todo mundo faz. Somos únicos porque somos diferentes. Não temos que seguir os pensamentos lineares difundidos por aí. Sejamos mais críticos, singulares e mais felizes.

Hey, I’m not Synthetica
I’ll keep the life that I’ve got

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4 Comments

  • Reply Rhayanna

    Oi garota sumida!
    Hahah

    Concordo com você.
    Não em tudo sabe? Acho que todos temos sim algo em comum. Todo mundo quer ser feliz. Mas… Nem sempre o sol é para todos.
    Infelizmente existe uma padronização de personalidades, de desejos, de vontades… Acho que muito disso é causado pela “mídia”, pelas propagandas e etc… (nem pareço uma futura publicitária falando isso) mas penso que sim, a mídia querendo ou não nos “impõe”: ah forma certa de ser é tal, a blogueira tal é a que deve ser seguida, família tal é o exemplo, o trabalho tal é o melhor… O celular tal é o que você deve ter para se destacar, você deve morar em tal lugar e ter móveis de tal maneira para ser descolado.
    Eu não sei como você pensa, claro, mas eu não me considero assim… Claro que algumas coisas me deixariam MAIS feliz. Não acharia ruim ganhar um pouco mais, ou ter um relacionamento melhor com meus colegas de trabalho… Ou me destacar na minha área… M A S, não preciso disso pra ser feliz. A felicidade vem com você saber amar as coisas que você tem. Quando você não sabe fazê-lo acaba seguindo os valores padrão do mundo que infelizmente é: você precisa de muito para ser feliz.

    Adorei seu texto.
    É bom ler algo que nos faz refletir!
    Excelente semana para você!
    Beijoss e não suma!

    July 5, 2016 at 8:49 am
    • Reply Izzy

      Oi, Rhay!

      Obrigada pelas palavras. Você captou o que eu quis dizer e isso me deixa feliz!

      O conceito de felicidade é subjetivo, e cada vez mais isso tá sendo generalizado. Há muitas variáveis que devemos considerar nesse assunto, eu tratei de modo superficial. Mas que bom que você refletiu sobre isso, essa é a ideia!

      Abraços e vou tentar não sumir!

      July 9, 2016 at 3:12 pm
  • Reply Alê

    Percebo que há muitas pessoas que morrem de medo de estar fora do padrão e isso gera essa sensação de que está tudo meio igual. Mas sempre há umas exceções mergulhadas nesse mar de padrões lutando para sobreviver e se manter fiel a si mesmo. Amei a escolha da música, adoro Metric. 🙂

    August 3, 2016 at 12:16 pm
    • Reply Izzy

      O bom é que sempre há exceções!
      Você acredita que eu não conhecia Metric? Olha quanto tempo eu perdi na vida sem conhecer a voz linda da Emily Haines. No momento, estou viciada na versão acústica de Gimme Sympathy. É linda demais essa música.

      August 5, 2016 at 2:10 pm

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