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Silence

People never expect silence. They expect words, motion, defense, offense, back and forth. They expect to leap into the fray. They are ready, fists up, words hanging leaping from their mouths. Silence? No.

O ato de conversar com alguém tem sido a minha maior fonte de arrependimento. O gasto de energia começa com os olhares que antecedem e permeiam o diálogo. Aquela fita métrica visual que reside no olhar do outro, que verifica o seu all star sujo, a sua calça jeans desbotada e a sua blusa de banda desgastada. Não há contato visual na conversa, há apenas o olhar de desprezo e a arrogância. A energia continua a ser sugada com os donos da razão. Toda hora é hora para o show das certezas. Ninguém se recolhe para pensar, ninguém cessa o falar para refletir.

E assim vamos nos relacionando pelos corredores dos prédios, pelas ruas em direção ao trabalho, pelas redes sociais, pelos caminhos da vida. A mente cobra caro para que você mantenha a sua sanidade no meio de tanta superficialidade, no meio de tanta sapiência, no meio de tanta roupa bonita e experiência internacional. Mas você continua a “remar contra a maré”, continua com as suas roupas rotas e com as suas dúvidas sobre todos os assuntos levantados. E continua a se arrepender de tentar conversar de forma leve sobre uma flor que brotou no jardim, ou aquela suculenta que morreu, sobre como você nunca irá se aposentar ou sobre os seus dissabores cotidianos.

Sabe aquela frase “perdeu a oportunidade de ficar calado/calada”? Pois então, talvez seja a literal solução. Eu não quero perder nenhuma oportunidade dessa mais.

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2 Comments

  • Reply Alê

    Silence is golden.

    April 20, 2017 at 3:56 pm
    • Reply Izzy

      E eu demorei pra aprender.

      May 9, 2017 at 10:27 pm

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