Follow me:

    Either/Or

    Trilha sonora do Carnaval: Either/Or, terceiro álbum do Elliott Smith e que completará 20 anos em março.

    Eu não gosto de Carnaval. Nunca pulei Carnaval. Com exceção de alguns shows, eu costumo evitar lugares lotados e cheios de gente. Então, aproveito esse recesso para colocar alguns trabalhos em dia, arrumar a casa, lavar roupa de cama e panos de prato. E tomar um café quentinho mesmo com um calor digno de planeta Vênus.

    E a luta literária continua! Quero ler mais esse ano, sair da pilha de artigos acadêmicos e energéticos e encontrar algum conforto nos livros e quadrinhos. A minha meta é bem tímida: 1 livro por mês, mas está adequada para a minha rotina. Esse mês eu deveria ter terminado “A Amiga Genial” da Elena Ferrante, mas não consegui. E para não fechar o mês sem leitura, peguei o Habibi na estante e estou quase terminando. Eu já conhecia e adorava o trabalho do Craig Thompson (Retalhos 😍), mas Habibi  me impressionou. Os desenhos são impecáveis, a história é bem forte e há anos de pequisa cultural nessas 672 páginas.

    Momento fazendo a holandesa: esse trem (stroopwafel) é muito bom! Ainda mais quentinho e amolecido com o calor do café.

    Vocês estão vendo esses marcadores nas fotos? Então, eu não faço ideia do que tá escrito, mas achei tão bonito e “artesanal” que comprei uma caixinha. Acredito que sejam mensagens de paz e esperança, estamos precisando.

    🎧 – No Name No. 5, Elliott Smith

    Disintegrated by the Rising Sun

    Não consigo mais escrever.

    Estou passando por um momento de falta de criatividade extrema. Pela primeira vez, posso dizer que a falha no fluxo das ideias superou a falha no fluxo do tempo. A desculpa atual não é mais a falta de tempo, é não ter o que compartilhar mesmo. 🙄

    Ademais, acho que estou pensando mais em conteúdo fotográfico que em conteúdo propriamente dito. Estou com essa mania de apenas postar se tiver foto no meio, se tiver algo para ilustrar a coisa toda. É como se tudo ficasse sem graça e desinteressante sem uma foto nas entrelinhas, mesmo se a foto não tiver nada a ver com o que eu estiver escrevendo, como no exemplo a seguir:

    Mas pote de Totoro tá liberado, não? Vocês sabiam que eu tenho essa bruxinha desde os 13 anos? Presente da minha querida mãe (que já tinha entendido a minha vibe, haha). Além do pote de cerâmica, também trabalhamos com um porta-canetas de pelúcia made in china.

    Vou sair da ideia central do post, mais uma vez, só para mostrar as washi tapes que chegaram. Elas são tão lindas, mas tão fofinhas, que eu tô com pena de usar. Welcome to my life, já dizia o Simple Plan.

    Usei essa de flores na parede. Agora tenho uma floricultura curtindo um carnaval no meu cantinho.

    Agora vou voltar à ideia central do post: mais textão aparecerá por aqui. Mais desabafo, mais poesia desconexa, mais draminhas diários e mais perrengues do doutorado. Sem fotos (ou com algumas).

    /hug

    🎧 – Desecration Smile, RHCP

    egnartS si efiL

    ou Life is Strange.

    Janeiro foi um mês de muita jogatina. Consegui terminar o lindo Child of Light e o fofo Unravel. Em um pequeno horizonte de tempo, eu quis ser Aurora, eu quis ter um amigo iluminado como o Igniculus e eu me encantei por um novelo de lã.

    Como estou sem computador para jogar, o World of Warcraft ficou de lado e minha mage se aposentou por tempo determinado. Ela deve tá viajando por Azeroth, gastando mana em coisas inúteis. Sei bem como a Nertel é. 😊 Mas ficar longe do WoW me proporcionou coisas boas: joguei outros títulos e  me apaixonei por Life is Strange.

    Terminei LiS há algumas horas. Nunca me senti tão envolvida emocionalmente com um jogo antes. Eu não conseguia parar de jogar, eu queria mais de Max e Chloe (as personagens principais). Max estuda fotografia e tem um perfil mais introvertido. Chloe, melhor amiga de Max, tem aquele perfil mais rebelde e um cabelo azul! 😍 Bom, peço desculpas pela má qualidade das informações, mas eu tenho receio de quebrar a mágica das coisas e fornecer algum spoiler sem querer.

    Não quero dar muitos detalhes (como eu já disse anteriormente), mas Max descobre que pode voltar no tempo e mudar algumas ações/escolhas. O jogo se desenvolve nessa temática e aborda assuntos importantes e atuais como mudanças climáticas, bullying, drogas, suicídio e depressão. Também tem literatura, fotografia, arte em geral, música, teoria do caos, efeito borboleta, amizade, dúvidas e, principalmente, empatia.

    Os cenários são lindos, os diálogos fluem muito bem, o relacionamento de Max e Chloe é cativante e a trilha sonora é muito adequada. Eu chorei bastante com esse jogo. Eu ri bastante com esse jogo. Eu parei para refletir bastante com esse jogo.

    Max e Chloe são mulheres fortes que buscam por justiça em um mundo podre. Eu vou falar desse jogo por semanas ainda.

    E se você já jogou e quiser entrar para o fã clube, fique à vontade.

    No emoji.

    Cidades

    Estivemos em Santos no último final de semana. Sob um sol escaldante, perambulamos pelas ruas da cidade e entre um sorvete aqui e uma água gelada ali, nos deparamos com uma pequena feira de artesanato e comidas. Minha barriguinha pulou de alegria ao sentir os doces próximos. Sou uma formiguinha assumida e uma tarefa para esse ano que já começou, é justamente parar de comer doces feito uma criança na fábrica do Willy Wonka.

    Avistei uma barraca de comida árabe e, de longe, já sentia o cheiro de zaatar. Os doces estavam lindos e cheirosos, as amêndoas brilhavam e os damascos não estavam murchos. A mulher, dona da barraca, portava a indumentária típica: véu e túnica. Eles têm nomes específicos, mas eu não tenho esse conhecimento para passar. Ela não conseguia falar “cardamomo”. Eu a ajudei: car-da-mo-mo! Ela respondeu: carmumu! E curiosa como sou, perguntei de onde ela era.

    Da Síria. Nasceu em Aleppo. Estava com as filhas aqui no Brasil e o marido não conseguiu sair do país. Ela falava que estava preocupada com as crianças, pois o o inverno sírio era rígido e elas não tinham como se proteger. “Estão dormindo em caixas de papelão”, ela disse.

    Eu só conseguia olhar para aqueles olhos bem marcados e sentir ternura. Peguei meus doces (que estavam excelentes, devo dizer – o mamul estava muito bom!) e me despedi. Fui pegar o troco e ela me olhou com carinho e disse: muito obrigada, Habib.

    E foi assim que ocorreu o primeiro acontecimento improvável de 2017: conheci, em Santos, uma mulher da Síria, nascida em Aleppo, que falava carmumu e fazia um mamul maravilhoso.