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Farewell, 2015

2015 não foi um ano fácil. Para mim, não. Como não devemos generalizar, 2015 deve ter sido um bom ano para muitos. Mas para mim, não. E vamos encarar a subjetividade da coisa toda e começar o desabafo a respeito de um ano confuso.

Primeiro: em 2015 eu fiz 28 anos. Sim, 28. Comecei a me sentir a mais velha das criaturas, sem saber qual era o meu objetivo nesse planeta. Crise. Profunda.
Segundo: quase tudo que eu tentei deu errado. Processos seletivos para fazer o tão sonhado doutorado e algumas entrevistas, não deram certo (Universidade do Porto e de Aveiro, vejo vocês em outras ocasiões). Comecei a fazer, praticamente, dois programas de doutorado e não gostei de ambos. Um doutoramento é algo sério, exige uma maturidade científica enorme. Se você não gosta do programa e da pesquisa a ser feita, desista. Sério. E eu vejo muita gente fazendo o que não gosta, tornando os 3/4 anos em torturas diárias e não há mente que consiga terminar essa jornada de maneira salutar.
Terceiro: tentativas frustradas de dormir bem, ou conseguir dormir, falharam lindamente. Em 2015, eu tive as piores crises de insônia da minha vida, me tornei algo além de zumbi (se possível for, mas tudo é possível, então deve haver algo além de zumbi, só não sabemos o nome ainda).
Quarto: me decepcionei bastante com pessoas. É, nós nunca aprendemos. Sempre acreditamos que o outro tem virtudes, valores, ética e amor no coração. Sempre acho que não tenho sorte com seres humanos, mas a sorte não é o único problema e não vou me aprofundar nesse assunto.

De modo resumido, foi um ano caótico. Tive muitas dúvidas a respeito do caminho que eu estava seguindo, se era aquilo que eu queria para a minha vida, quem eu era, e sim, isso é normal. Todo mundo passa por isso, ok, eu sei, não precisa mais repetir essa frase pra mim, mas é difícil. E importante, na verdade, é essencial ter essas crises no meio da sua vida, pois você é obrigado a refletir um pouco sobre você e o mundo ao seu redor.

E é incrível como tiramos força de algum lugar escondido dentro de nós e seguimos adiante. E foi o que aconteceu comigo. Em um belo dia, toda a crise fez sentido e respostas começaram a surgir na minha cabeça. As coisas começaram a melhorar, fui aprovada num programa legal, consegui um orientador legal que aceitou trabalhar com um assunto que eu sugeri. 2015 já estava acabando e a felicidade começou a voltar para o meu coração. Portanto, quando os conflitos internos começarem a te visitar, deixe-os entrar, use-os para refletir e para se libertar de algumas amarras. É difícil e confuso, e pode não dar certo, mas pode dar certo também, e coisas novas, e melhores, podem surgir para você.

Esse não é o tipo de texto que eu escrevo (e eu lá tenho tipo de texto!? risos). Não há fórmula exata para viver essa vida, nem para enfrentar crises ou momentos ruins. As pessoas são diferentes, vivem de modo diferente, enfrentam as coisas de modo diferente. Essas palavras podem parecer um blá blá blá infinito ou um abraço apertado, ou nenhuma das alternativas anteriores. Mas, sei lá, diga adeus para as coisas ruins, encontre a força num lugar escondido e bola pra frente. Ah, e escolha bem a trilha sonora, pois isso é m u i t o importante.

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